Dizimar não é uma doutrina
cristã
Fonte:http://www.desafiodasseitas.org.br/Mary/Dizimar_nao_e_uma_doutrina_crista.htm
Fonte:http://www.cpr.org.br/dizimarnao.htm
Introdução
Introdução
Este ensaio é um
resumo do meu livro “Should the Church Teach Titing? – A Theologian’s
Conclusions About a Taboo Doctrine” (Deveria a Igreja Ensinar a Dizimar? -
Conclusões de um Teólogo Sobre Uma Doutrina Tabu). O próprio livro é uma versão
ampliada de minha tese de Ph.D. Desafio os mestres da Bíblia a ousarem abrir em
seus seminários uma pesquisa que promova estudos sobre este assunto, aos níveis
de Mestrado, Doutorado e Ph.D. Realmente, esta doutrina é importante demais para
ser tão ignorada!
Em muitas igrejas,
hoje em dia, a doutrina de dizimar tem atingido o nível de escândalo moderno.
Conquanto os livros sobre Hermenêutica e os teólogos omitam o dizimar, por outro
lado a prática tem se tornado rapidamente uma exigência aos membros da igreja,
nas várias denominações, que insistem em dizer que estão embasadas nas sólidas
doutrinas da Bíblia. Existe ainda uma crescente evidência de que os leigos que
questionam a legitimidade do dizimar na Nova Aliança, são em geral criticados
como criadores de casos ou taxados de cristãos imaturos.
O Dizimar moderno baseia-se em falsas
premissas - A declaração de uma
denominação sobre mordomia é típica do que muitas outras ensinam sobre o dízimo.
Ela diz que “Dizimar é o modelo bíblico e o ponto inicial que Deus tem
estabelecido e que não deve ser substituído nem comprometido por nenhum outro
modelo”. Ela acrescenta que o dízimo deve ser entregue a partir da renda
bruta, o qual é devido à igreja, antes dos impostos.
Os seguintes pontos
deste ensaio vão contestar os ensinos usados para estruturar o dízimo com o que
realmente diz a Palavra de Deus.
Ponto 1 - Os princípios de dar no Novo
Testamento, na 2 Coríntios 8,9 são superiores ao dizimar.
O falso ensino é que dizimar
é uma exigência obrigatória, a qual sempre precede o dar voluntariamente. O dar
voluntariamente precedia o dizimar.
Os seguintes princípios de dar
voluntariamente na Nova Aliança estão fundamentados na 2 Coríntios 8 e 9 (1).
Dar é uma “graça”. A 2 Coríntios 8 usa oito vezes a palavra “graça”,
referindo-se à ajuda aos santos pobres (2). Dar primeiro a Deus (8:5).
(3) Dar-se a si mesmo para conhecer a vontade de Deus (8:5) (4)
Dar em resposta ao dom de Cristo (8:9 e 9:15). (5) Dar com desejo sincero
(8:8, 10, 12 e 9:7) (6) Não dar por causa de mandamento algum (8:8,10;
9:7). (7) Dar além
de sua capacidade (8:3, 11, 12) (8) Dar
para produzir igualdade. Isso quer dizer que os que têm mais devem dar
mais, a fim de
suprir a incapacidade dos que não podem dar mais
(8:12,14) (9) Dar com alegria (8:2). (10) Dar porque está
crescendo espiritualmente (8:3,4,7). (11) Dar porque deseja crescer
espiritualmente (9:8, 10, 11). (12) Dar porque está ouvindo o Evangelho
ser pregado (9:13).
Ponto 2 - Na Palavra de Deus o dízimo é sempre
em alimento
O falso ensino é que os dízimos bíblicos
incluem todas as fontes de renda.
Não usem o Dicionário de Webster. Usem a Palavra
de Deus para definir a palavra “dízimo”. Abram uma boa “Concordância Bíblica”.
Vocês vão descobrir que a definição usada pelos advogados do dízimo está
errada. Na Palavra de Deus o vocábulo “dízimo” não aparece sozinho. Embora já
existisse dinheiro, a substância do dízimo divino jamais foi dinheiro. Ele era
o “dízimo do alimento”. Isso é muito importante. ** Os verdadeiros dízimos
bíblicos eram sempre somente o alimento proveniente das fazendas e
rebanhos, somente dos israelitas que vivessem exclusivamente
dentro da Terra Santa de Deus, as fronteiras nacionais de Israel ** A fartura
provinha da mão de Deus e não da manufatura ou habilidade do homem.
Existem 15 versos de
11 capítulos e 8 livros, de Levítico 27 a Lucas 11, que descrevem o conteúdo do
dízimo. E o conteúdo jamais, repito, jamais incluía dinheiro,
prata, ouro ou qualquer outra coisa, além de alimento. Mesmo assim, a definição
incorreta de “dizimar” é a maior mentira que está sendo pregada sobre esse ato,
hoje em dia. (Vejam Levítico 27:30,32; Números 18:27,28; Deuteronômio 12:17;
14:22, 23, 26; 2 Crônicas 31:5; Neemias 10:37; 13:5; Malaquias 3:10; Mateus
23:23 e Lucas 11:42).
Ponto 3 - O dízimo de Abraão a Melquisedeque se
embasou numa tradição pagã.
O falso ensino é que Abraão deu
voluntariamente o dízimo porque foi a vontade de Deus.
Contudo, pelas seguintes
razões, Gênesis 14:20 não pode ser usado como exemplo para os cristãos
dizimarem:
1 - A Bíblia não diz que
Abraão deu “voluntariamente” esse dízimo.
2 - O dízimo de Abraão não foi
um dízimo santo, da Terra Santa de Deus, produzido pelo povo santo de Deus.
3 - O dízimo de Abraão foi do
espólio de guerra, o que era comum a muitas nações.
4 - Em Números 31, Deus exige
apenas 1% dos espólios de guerra.
5 - O dízimo de Abraão a
Melquisedeque aconteceu apenas uma vez e Abraão mudava sempre de lugar.
6 - O dízimo de Abraão não
proveio de sua riqueza pessoal.
7 - Abraão nada conservou para
si mesmo, tendo devolvido tudo.
8 - O dízimo de Abraão não é
mencionado em nenhuma parte da Bíblia, a fim de respaldar o ato de dizimar.
9 - Gênesis 14:21 é o texto
chave. Visto como muitos comentários explicam o verso 21 como exemplo da
tradição pagã árabe, é uma contradição explicar os 90% do verso 21 como pagão,
ao mesmo tempo insistindo-se em que os 10% do verso 20 eram a vontade de Deus.
10 - Se Abraão serve de
exemplo para o cristão dar 10% a Deus, então deveria também ser um exemplo para
ele dar os restantes 90% a Satanás, ou ao Rei de Sodoma!
11 - 0 Visto como nem Abraão
nem Jacó tinham um sacerdócio levítico para manter, eles não tinham lugar algum
onde entregar os dízimos, durante os seus muitos movimentos.
Ponto 4 - Os Primeiros Dízimos eram recebidos
pelos servos dos sacerdotes.
O falso ensino é que os sacerdotes do
Velho Testamento recebiam todo o primeiro dízimo.
A verdade é que o dízimo “completo”, o primeiro
dízimo, não ia para os sacerdotes, de modo algum. Em vez disso, conforme Números
18:21-24 e Neemias 10:37, ele ia para os servos dos sacerdotes, os levitas. Em
seguida, conforme Números 18:25-28 e Neemias 10:38, os levitas davam o “melhor
décimo” desses dízimos (1%) recebidos aos sacerdotes que ministravam os
sacrifícios pelos pecados e serviam dentro dos locais sagrados. Os sacerdotes
não dizimavam pessoalmente, de modo algum.
É também importante
saber que em troca de receber, esses dízimos, tanto os levitas como os
sacerdotes perdiam todo o direito à herança permanente da terra dentro de Israel
(Números 18:20-26; Deuteronômio 12: 12; 14:27,29; 18:1-2; Josué 13:14,33; 14:3;
18:7; Ezequiel 44:28). Os levitas que recebiam o primeiro dízimo eram proibidos
de ministrar os sacrifícios de sangue, sob pena de morte (Números 18:3). Não há
continuação dessa ordenança na Nova Aliança.
Ponto 5 - A frase: “É santo ao Senhor” não torna
o dízimo um princípio eterno moral.
O falso ensino é que Levítico 27:30-32 prova
que o dízimo é um “eterno princípio moral” porque “ele é santo do Senhor”.
Contudo, os mestres
do dízimo devem ignorar a frase mais forte “ele é santíssimo ao Senhor”, nos
imediatos versos precedentes: 28 e 29. Isso porque os versos 28 e 29 não são
definitivamente “eternos princípios morais” na igreja. Em seu contexto, as
frases “É santo ao Senhor” e “é santíssimo ao Senhor” não podem se interpretadas
como “eternos princípios morais”. Por que? Porque quase qualquer outro uso desta
frase em Levítico foi há muito descartado pelos cristãos. Frases
semelhantes são também usadas para
descrever todos os festivais, ofertas sacrificais, distinção entre alimentos
puros e impuros, os
sacerdotes da Antiga Aliança e o santuário da antiga Aliança.
Ponto 6 - Existem na Bíblia quatro tipos
diferentes de Dízimos.
O falso ensino ignora todos os outros dízimos
e focaliza somente a parte do primeiro dízimo religioso.
Na realidade, o primeiro
dízimo religioso chamado o “Dízimo Levítico” tinha duas partes. Novamente todo o
primeiro dízimo era dado aos levitas, os quais eram apenas servos dos sacerdotes
(Números 18:21-24; Neemias 10:37). Por sua vez, os levitas davam 1/10 de todos
os dízimos aos sacerdotes (Números 18:25-28; Neemias 10:38). Conforme
Deuteronômio 12 e 14, o segundo dízimo religioso, chamado o “Dízimo de Festa”,
era comido pelos adoradores, nas ruas de Jerusalém, durante os três festivais
anuais (Deuteronômio 12:1-19; 14:22-26). E conforme Deuteronômio 14 e 26, o
terceiro dízimo, chamado o “dízimo dos pobres” guardados nas casas, a cada três
anos, era usado para alimentar os pobres (Deuteronômio 14:28-29; 26:12-13).
Ainda conforme o 1 Samuel
8:14-17, o Rei coletava o primeiro e o melhor 10% para uso político. Durante o
tempo de Jesus, Roma coletava os primeiro 10% da maior parte dos alimentos e 20%
da colheita de frutas como espólio de guerra.
É de admirar que as igrejas
estejam tentando omitir isso, quando falam somente de um dízimo religioso,
simplesmente porque este se encaixa melhor em seus propósitos, ignorando os
outros dois importantes dízimos religiosos.
Outro erro comum é equacionar
o dízimo com “as primícias”, ou até mesmo com “o melhor”. Enquanto o dízimo do
dízimo (1%) que era dado aos sacerdotes, era “o melhor” do que os levitas
recebiam, o dízimo que os levitas recebiam era 1/10, mas não necessariamente “o
melhor”. (Levítico 27:32,33). Também, enquanto as primícias e o primogênito de
cada animal puro eram levados diretamente ao Templo, o dízimo era entregue
diretamente nas cidades levíticas (Neemias 10:35-38).
Segundo alguns historiadores,
“as primícias” eram ofertas extremamente pequenas. Em geral “as primícias” de
uma vila inteira podiam ser carregadas em um único animal.
Ponto 7 - Jesus, Pedro Paulo e os pobres não
dizimaram.
O falso ensino é que de todo mundo no Velho
Testamento era exigido que trouxesse sua oferta a Deus a nível de 10%.
Na realidade nenhum dízimo era
exigido dos pobres. Nem também provinha o mesmo das mãos do artesão ou do seu
ofício. Somente os fazendeiros e pecuaristas possuíam o que era definido como
ganho ao dízimo. Jesus era carpinteiro; Paulo era artesão de
tendas e Pedro era pescador. Nenhuma dessas
ocupações os
qualificava como pagadores do dízimo, visto como não cultivavam a
terra nem
possuíam rebanhos para o seu sustento. Desse modo,
é incorreto ensinar que todo mundo pagava a exigência mínima de um dízimo e,
então, que dos cristãos da Nova Aliança deveria ser exigido, apenas para início,
esse mesmo mínimo da Velha Aliança dos israelitas. Esta afirmação é comumente
repetida nas igrejas, ignorando completamente a exata definição do dízimo como
alimento obtido nas fazendas e no aumento dos rebanhos.
Também é errado ensinar que
era exigido dos pobres de Israel que estes pagassem o dízimo. Na verdade, eles
até recebiam dízimos. Boa parte do dízimo dos festivais era entregue aos pobres.
De fato, muitas leis protegiam os pobres do abuso dos sacrifícios dispendiosos,
para os quais eles não podiam ofertar. (Vamos ler Levítico 14:21;
25:6,25-28,35,36; 27:8; Deuteronômio 12:1-19; 14:23,28-29; 15:7,8,11;
24:12,14,15,19,20; 26:11-13; Malaquias 3:5; Mateus 12:1,2; Marcos 2:23-24; Lucas
2:22-24; 6:1-2; 2 Coríntios 8:12-14; 1 Timóteo 5:8; Tiago 1:27).
Ponto 8 - Os dízimos eram muitas vezes usados
como impostos políticos.
O falso ensino é que os dízimos nunca são
comparados aos impostos ou taxas.
Contudo, na economia hebraica, o dízimo era usado
de maneira totalmente diferente da que hoje é pregada. Mais uma vez, os levitas
que recebiam o dízimo inteiro nem sequer eram ministros ou sacerdotes - eles
eram apenas servos dos sacerdotes. Números 3 descreve os levitas como sendo
carpinteiros, fundidores de metal, artesãos de couro e artistas, que mantinham o
pequeno santuário. E 2 Crônicas 23-27, durante o tempo dos reis Davi e Salomão,
os levitas também foram peritos artesãos, os quais inspecionavam as obras do
Templo. Vinte e quatro mil deles trabalhavam no Templo como construtores e
supervisores; seis mil eram oficiais e juízes; quatro mil eram guardas e quatro
mil eram músicos.
Como representantes políticos do rei, os levitas
usavam o seu dízimo para servir aos oficiais, juízes, coletores de impostos,
tesoureiros, guardas do Templo, músicos, padeiros, cantores e soldados
profissionais (1 Crônicas 12:23,26; 27:5). É obvio que esses exemplos do uso
bíblico da entrada do dízimo nunca se tornam exemplos para a igreja de hoje.
É importante saber que na Antiga Aliança os
dízimos nunca eram usados para evangelizar os não israelitas. Neste ponto o
dízimo falhou. Vejam Hebreus 7:12-19. Os dízimos jamais estimularam os levitas e
sacerdotes da Antiga Aliança a estabelecer uma única missão fora do país, para
encorajar um só gentio a se tornar israelita (Êxodo 23:32; 34:12,15;
Deuteronômio 7:2).
O dízimo da Antiga
Aliança era motivado e exigido por lei, não pelo amor. De fato, durante a maior
parte da história de Israel, os
profetas foram os principais portadores da Palavra
de Deus e não os levitas e os sacerdotes que recebiam o dízimo.
Ponto 9 - Os dízimos
levíticos eram normalmente levados às cidades levíticas.
Os falsos
mestres querem que pensemos que todos os dízimos eram levados ao Templo e que
agora devem ser levados ao armazém do edifício eclesiástico.
O dízimo inteiro jamais foi para o Templo. Na
realidade, a extraordinária maioria dos dízimos levíticos jamais foi para o
Templo. Os que ensinam o contrário ignoram as cidades levíticas e as 24
localidades dos levitas e sacerdotes. Conforme Números 35, Josué, 20, 21 e 1
Crônicas 6, os levitas e os sacerdotes residiam nas cidades levíticas, em terras
emprestadas, onde cultivavam o solo e criavam os animais dizimáveis. Está claro
em Números 18:20-24; 2 Crônicas 31:15-19 e Neemias 10:37, que do povo comum
esperava-se que trouxesse dízimos às cidades levíticas. Por que? Porque lá vivia
a grande maioria dos levitas e sacerdotes com suas famílias, a maior parte do
tempo. Vejam também Neemias 13:9.
Ponto 10 - Malaquias 10 é o
texto do qual mais se tem abusado na Bíblia sobre o dízimo.
O falso ensino
sobre os dízimos em Malaquias ignora cinco fatos importantes da Bíblia.
1.
- Malaquias é
contexto da Antiga Aliança e nunca é citado na Nova Aliança para a Igreja
(Levítico 27:34; Neemias 10:28-29; Malaquias 3:7; 4:4).
2.
- Malaquias 1:6;
2:1 e 3:1-5 são muito claramente endereçados aos sacerdotes desonestos, os quais
são amaldiçoados porque haviam roubado as melhores ofertas de Deus.
3.
-
As cidades levíticas devem ser consideradas,
enquanto Jerusalém nunca foi uma cidade levítica (Josué 20, 21). Não faz sentido
algum ensinar que 100% dos dízimos eram levados ao Templo, quando a maioria dos
levitas e sacerdotes não morava em Jerusalém.
4.
- Em Malaquias
3:10-11, os dízimos ainda são apenas alimentos (Levítico 27:30-33).
5.
- As 24 localidades
residenciais dos levitas e sacerdotes também devem ser levados em conta.
Começando com os Reis Davi e
Salomão, eles foram divididos em 24 famílias. Essas divisões também continuavam
a vigorar no tempo de Malaquias, com Esdras e Neemias. Visto como normalmente
apenas uma família servia ao Templo e por uma semana da cada vez, não havia,
absolutamente, qualquer razão para que todos os dízimos fossem enviados ao
Templo, quando
98% daqueles a quem se destinavam como alimento
ainda se encontravam nas cidades levíticas (1 Crônicas 24:26; 28:13,21; 2
Crônicas 8:14; 23:8; 31:2,
15-19; 35:4-5,10; Esdras 6:18; Neemias
11:19,30; 12:24; 13:9-10; Lucas 1:5).
Desse modo, quando o contexto
das cidades levíticas, as 24 famílias dos sacerdotes, os filhos menores, as
viúvas, Números 18:20-28, 2 Crônicas 31:15-19, Neemias 10-13 e todo o livro de
Malaquias são avaliados, vemos que apenas 2% do total do primeiro dízimo eram
normalmente exigidos no Templo de Jerusalém.
Tanto a bênção como a maldição
de Malaquias 3:9-11, perduraram somente até o término da antiga Aliança, ou
seja, até o Calvário. A audiência de Malaquias havia voluntariamente reafirmado
a Antiga Aliança (Neemias 10:28-29.
“Maldito aquele que não confirmar as palavras
desta lei, não as cumprindo. E todo o povo dirá: Amém”
(Deuteronômio 27:26, citado em Gálatas
3:10). E Jesus Cristo deu um fim a essa maldição, conforme Gálatas 3:13:
“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque
está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro”.
Hoje em dia, a classe mais pobre é a que mais
contribui para beneficência. E, mesmo assim, ela permanece na pobreza. A loteria
e os dízimos não são uma garantia para alguém enriquecer depressa, em vez da
educação, da determinação e do árduo trabalho. Se Malaquias 3:10 funcionasse
realmente com os cristãos da Nova Aliança, nesse caso milhões de cristãos
dizimistas já teriam escapado da pobreza e se tornado o grupo mais rico do
mundo, em vez de continuar sendo pobre. Portanto, não existe evidência alguma de
que a vasta maioria dos pobres “pagadores do dízimo” tenha sido abençoada pelo
mero fato de o entregar. As bênçãos da Antiga Aliança já não estão em efeito
(Hebreus 7:18-19; 8:6-8, 13).
Ponto 11 - O dízimo não é
ensinado no Novo Testamento.
O falso ensino é
que Jesus ensinou a dizimar, em Mateus 23:23, dizendo que isso está claro no
Novo Testamento.
A Nova Aliança não teve princípio no nascimento de
Jesus, mas na Sua morte (Gálatas 3:19, 24, 25; 4:4). O dízimo não é ensinado na
igreja, depois do Calvário. Quando Jesus falou sobre o assunto em Mateus 23:23,
Ele estava simplesmente ordenando a obediência às leis da Antiga Aliança, a qual
ele endossou e obedeceu até chegar ao Calvário.
Em Mateus 23:23, Ele mandou que os judeus
obedecessem aos escribas e fariseus, porque estes se assentavam na cadeira de
Moisés. Por acaso Ele ordenou que os gentios por Ele curados comparecessem
diante dos sacerdotes judeus?
Não existe um único texto do Novo Testamento que
ensine a dizimar após o período do Calvário. (Atos 2:42-47 e 4:32-35 não são
exemplos para se dizimar, a fim de sustentar os líderes da igreja). Conforme
Atos 2:46, os cristãos judeus continuavam a adorar no Templo. E conforme Atos
2:44 e 4:33,34, os líderes da igreja compartilhavam igualmente o que recebiam
com todos os membros da igreja (o que hoje não se faz).
Finalmente, Atos 21:20-25, prova que os
cristãos judeus ainda observavam fielmente toda a Lei de Moisés - até 30 anos
depois - devendo aí ser incluído o dizimar, pois se não o fizessem, não poderiam
ter permissão de entrar no
Templo para adorar. Desse modo, todos os dízimos
coletados pelos primeiros cristãos judeus eram para o sustento do Templo e não
para sustentar a igreja.
Ponto 12 - Os sacerdotes da
Antiga Aliança foram substituídos pelos pastores bíblicos.
O falso ensino é
que os anciãos e pastores da Nova Aliança estão simplesmente continuando de onde
os sacerdotes da Antiga Aliança deixaram e por isso devem receber o dízimo.
Comparem Êxodo 19:5, 6 com a 1 Pedro 2:9-10. Antes
do incidente do bezerro de ouro, Deus havia pretendido que todo israelita se
tornasse um sacerdote e o dízimo jamais foi mencionado. Os sacerdotes não
dizimavam, mas recebiam 1/10 do primeiro dízimo (Números 18:26-28 e Neemias
10:37-38).
A função e o
propósito dos sacerdotes da Antiga Aliança foram substituídos, não pelos anciãos
e pastores, mas pelo sacerdócio de todos os crentes. Como outras ordenanças da
Lei, o dízimo foi apenas uma sombra temporária, até a vinda de Cristo (Efésios
2:14-16; Colossenses 2:13-17; Hebreus 10:1). Na Nova Aliança cada crente é um
sacerdote de Deus (1 Pedro 2:9-10; Apocalipse 1:6; 5:10). E como sacerdote cada
crente oferece sacrifícios a Deus (Hebreus 4:16; 10:19-22; 13:15-16). Então,
cada ordenança que havia sido previamente aplicada ao antigo sacerdócio foi
anulada no Calvário. Visto não pertencer à Tribo de Levi, até mesmo Jesus Cristo
foi desqualificado. Desse modo, o propósito original de dizimar já não existe
(Hebreus 7:12-19; Gálatas 3:19, 24, 25; 2 Coríntios 3:10).
Ponto 13 - A Igreja da Nova
Aliança não é um edifício nem um armazém.
O falso ensino é
que os edifícios cristãos chamados “igrejas”, “tabernáculos” ou “templos”,
substituíram o Templo do Velho Testamento como locais de habitação divina.
A Palavra de Deus jamais descreve os grupos da
Nova Aliança como ”tabernáculos”, “templos” ou “edifícios”. Os cristãos não “vão
à igreja”. Eles se “reúnem para adorar”. Também, visto que os sacerdotes do
Velho Testamento pagavam o dízimo, então, logicamente, o dízimo não pode
continuar. Nesse caso, é errado chamar um edifício de “armazém do Senhor” para
receber os dízimos (1 Coríntios 3:16-17; 6:19-20; Efésios 1:22-23; 2:21;
4:12-16; Apocalipse 3:12). Com respeito à palavra “armazém” comparem a 1
Coríntios 16:2 com a 2 Coríntios 12:14 e Atos 20:17, 32-35. Durante vários
séculos após o Calvário, os cristãos nem mesmo
possuíam um edifício próprio (que chamassem
de armazém), visto como o Cristianismo era uma religião ilegal.
Ponto 14 - A Igreja cresce
quando usa os melhores princípios da Nova Aliança.
O falso ensino é que os
princípios de dar graças não são tão bons como os princípios do dizimar na
Antiga Aliança.
Sob a Nova Aliança:
1 - Conforme Gálatas 5:16-23,
não existe lei física que possa controlar o fruto do Espírito Santo [Infelizmente
o Espírito Santo é Quem mais tem sofrido nas igrejas neopentecostais, que o
transformaram num office-boy, o qual tem “obrigação” de descer quando invocado e
de fazer tudo que os pastores semi-bíblicos e os crentes imaturos dessas igrejas
acham por bem exigir dEle. Essas pessoas mal conhecedoras da Bíblia se comportam
com o Espírito Santo exatamente como os feiticeiros se comportam com os maus
espíritos].
2 -
A 2 Coríntios 3:9-10 ensina:
“Se o ministério da condenação [Antiga Aliança]
foi glorioso, muito mais excederá em glória o ministério da justiça [Nova
Aliança]. Porque também o que foi glorificado nesta parte não foi glorificado,
por causa desta excelente glória”.
3 -
Hebreus 7 apenas faz a menção pós-Calvário de dizimar, numa explanação de porque
o sacerdócio levítico deve ser substituído pelo sacerdócio de Cristo, porque
aquele era fraco e ineficiente. Estudem Hebreus 7 e sigam a progressão do verso
5 ao verso 12 e ao verso 19.
4 - A maneira pela qual o
dízimo é hoje ensinado reflete o fracasso da igreja em crer e agir segundo os
muito melhores princípios do amor, da graça e da fé. O princípio do dízimo
obrigatório não pode nem poderia ter sido mais próspero à igreja do que
os princípios guiados pelo verdadeiro amor a Cristo e às almas perdidas (2
Coríntios 8:7-8). [Se
o dízimo fosse usado para sustentar os missionários, as viúvas pobres e os
órfãos, ele seria um princípio de amor e graça, mas, infelizmente, ele é usado
hoje em dia para comprar aparelhos de som e para outros fins nada cristãos...]
Ponto 15 - O Apóstolo Paulo
preferia que os líderes da igreja se auto-sustentassem.
O falso ensino é que Paulo ensinou e praticou o
dízimo.
Nada poderia estar mais longe da verdade. Como um
rabino judeu, Paulo estava entre os que insistiam em trabalhar com as próprias
mãos pelo seu sustento (Atos 18:3; 1 Tessalonicenses 2:9-10; 2 Tessalonicenses
3:8-14). Embora ele não tenha condenado os que recebiam sustento pela obra em
tempo integral, também não ensinou que tal sustento fosse ordenado por
Deus, para difusão do Evangelho. (1 Coríntios 9:12). De fato, duas vezes em Atos
20:29, 35 e também na 2 Coríntios 12:14,
ele até mesmo encoraja os anciãos da igreja a trabalharem para manter os
necessitados da igreja [Eu
só queria ver um dos pastores atuais trabalhando para ajudar os pobres da
igreja!].
Para Paulo, a expressão “viver
do evangelho” significava “viver segundo os princípios da fé, do amor e da
graça” (1 Coríntios 9:14). Conquanto verificasse ter “direito” a alguma ajuda,
ele concluía que a “liberdade” de pregar o seu evangelho era mais importante, a
fim de cumprir a sua vocação de Deus (1 Coríntios 9:15; 11:7-13; 12:13,14; 1
Tessalonicenses 2:5-6). Enquanto trabalhava como artesão de tendas, Paulo
aceitou uma certa ajuda, porém se gloriava de que o seu pagamento ou salário era
o fato de poder pregar livremente, sem se tornar um fardo para os outros (1
Coríntios 9:16-19).
Ponto 16 - O dízimo não se
tornou uma lei na igreja, até o Ano 777 d.C.
O falso ensino é
que a igreja histórica sempre ensinou o dízimo.
Até mesmo em Atos 21:20-26, algumas décadas após o
Calvário, os primeiros cristãos judeus em Jerusalém continuavam seguindo
fielmente a lei da Antiga Aliança e ainda adoravam e ajudavam a manter o templo
judaico. Como eles eram judeus obedientes, a lógica nos força a concluir que
eles continuavam a entregar os dízimos dos alimentos colhidos ao sistema do
Templo.
Conquanto discordando
dos seus próprios teólogos, muitos historiadores da igreja escrevem que o dízimo
não se tornou uma doutrina aceita na igreja, durante mais de 700 anos após o
Calvário.
Os antigos pais da igreja, antes de 321 d.C.
(quando Constantino tornou o Cristianismo uma religião legal) se opunham ao
dízimo, considerando-o uma doutrina puramente judaica. Clemente de Roma (Ano
95), Justino Mártir (150), o Didaquê (150-200) e Tertuliano (150-220) se opunham
ao dízimo. Até mesmo Cipriano (200-258) rejeitou a introdução do dízimo incluído
na distribuição aos pobres.
De fato, os antigos líderes da igreja praticavam o
ascetismo. Isso quer dizer que ser pobre era a melhor maneira de servir a Deus.
Eles copiavam sua adoração conforme as sinagogas judaicas, as quais tinham
rabinos que se auto-sustentavam, recusando-se a receber dinheiro para ensinar a
Palavra de Deus (Ver Schaff - “History of Christian Church”, vol. 2, 63,
128, 98-200, 428-434).
Segundo os melhores historiadores e enciclopédias,
500 anos se passaram até que a igreja, no Concílio de 585, tentasse, sem sucesso
algum, forçar os seus membros a dizimar. Mas não foi antes de 777 d.C. que o
Imperador Carlos Magno permitiu legalmente que a igreja coletasse dízimos [É
claro que a Igreja de Roma, a qual coroou Carlos Magno, foi quem ressuscitou o
dízimo, por causa da sua desmedida ganância por riqueza material].
Conclusão
Na Palavra de Deus o vocábulo ”dízimo” não aparece
sozinho. Ele é sempre “o dízimo do alimento”. O dízimo bíblico era muito
estritamente definido e limitado pelo próprio Deus.
Os verdadeiros
dízimos bíblicos sempre eram:
1.
- Apenas em alimentos.
2.
- Somente de fazendeiros e pecuaristas.
3.
- Somente dos israelitas.
4.
- Somente de quem vivia dentro da Terra Santa de
Deus, das fronteiras nacionais de Israel.
5.
- Somente sob os termos da Antiga Aliança.
6.
- A fartura só poderia provir da mão de Deus.
Por conseguinte:
1.
- Itens não alimentícios não podiam ser dizimados.
2.
- Animais limpos caçados e peixes não podiam ser
dizimados.
3.
- Os não israelitas não podiam dizimar.
4.
- Alimentos que viessem de fora da Terra Santa de
Deus não podiam penetrar no Templo.
5.
- O dízimo legítimo não acontecia quando não houvesse
o sacerdócio levítico.
6.
- O dízimo não podia provir do que fosse fabricado
pelas mãos do homem, produzido ou apanhado na pesca.
Convido os líderes de igrejas
para uma discussão aberta sobre este assunto. O estudo cuidadoso em oração da
Palavra de Deus é essencial ao crescimento da igreja. Que Deus os abençoe.
Russel Kelly/Mary Schultze,
agosto 2006.
Recebido do CPR, em 26/06/06
Russel Kelly/Mary Schultze,
agosto 2006.
Recebido do CPR, em 26/06/06.
Revisado pelo autor e os tradutores, em março
2007.
Nota:
Este ensaio foi traduzido em Dinamarquês por Martin.
Em Espanhol por Haroldo.
Em Português por Mary Schultze.
Também em Polonês.
Biografia do autor
Russell
Earl Kelly, Ph. D., 6610 Skyview Dr SE; Acworth, Ga 30101-6512;770-974-4756
One of
six children of Emory J. and Elizabeth (Betty) Jarrett, Russell grew up in
Jacksonville, Florida
before the family moved to
Marietta, Georgia
while he was in the tenth grade in 1960. He graduated Cum Laude from Sprayberry
High in 1962. From June 1962 until June 1966 he was in the U. S. A. F., received
22 semester hours in Chinese Mandarin at Yale University and was soon promoted
to the Transcription Department while serving in Taiwan. In 1964 Russell married
Rita LeCroy. The couple had two sons, Russ Jr. and Richard before divorcing in
1985.
Russell
grew up in a Baptist home, was active with
Youth for Christ
in high school, worked with missionaries in
Taiwan
and became a Seventh-day Adventist minister from 1973-1981. He graduated Cum
Laude from Southern Missionary College in Tennessee in 1976 and served two
churches in Georgia, four in North Dakota and one in South Carolina.
Although legally blind since 1989, Russell subsequently completed a Th. M., Th.
D. and a Ph. D. His dissertation from Baptist-oriented Covington Theological
Seminary in Ft. Oglethorpe, Georgia in 2001 was on the subject of tithing. From
that dissertation came his first book, Should the Church Teach Tithing? A
Theologian’s Conclusions about a Taboo Doctrine.[1]
His second book is: Exposing
Seventh-day Adventism,
published in 2005. Theologically, Russ is a conservative evangelical
dispensational Baptist.
Russ
has been married to Janice Lynn (Rich) since 1998 and works at a retirement
home. His favorite hobby is singing gospel, Elvis (Tribute Artist), Marty
Robbins and Sinatra.
As of 2006, he lived
in
Acworth, Georgia.
***
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